A Better Man


Podes ler a fanfic no geral com If Were a Boy ou com a música indicada em cada capítulo <3 Deixa fluir…

Breve Sinopse:
Como é se apaixonar pelo seu melhor amigo? É assim tão especial? E casar?!
Já se perguntou se o seu melhor amigo poderá ser o seu marido, ou esposa?! O que acontece depois de três, cinco, sete meses? Ou dois anos? O amor permanece igual?

Personagens:
Kimberly Magossi Lively, Kim ou Lively para os amigos, tem 23 anos e vive em Arizona, embora seja natural de Nova Iorque. É uma hacker, embora o seu sonho seja trabalhar como escritora numa revista. É uma garota lutadora, sorridente, calma e amável. É a melhor amiga de Adam desde os seus doze anos. Adora Adam, mesmo tendo humor de idoso. Na maioria das vezes age com o coração e guarda demasiadas vezes o que sente.

Adam Owen Stalteri, Adam ou Stalteri para os amigos, tem 24 anos e vive em Arizona, embora tenha nascido em Nevada e crescido em Nova Iorque. Cursou Criminologia durante quatro anos na Arizona State University. Conheceu Kimberly com treze anos, tendo-se separado dela aos dezoito anos. Embora seja um idiota, praticamente o tempo todo, consegue ser a melhor pessoa para quem ama.

Luke Stone ou simplesmente Luke, tem trinta e um anos e cresceu vive em Arizona. Trabalha na polícia de Arizona, sendo colega de Adam. Luke é agressivo e rude, tendo inveja do trabalho de Adam e da sua melhor amiga. Stone é pior do que aparenta ser.

            Kennedy Somerhalder ou Kennedy, tem 24 anos e vive em Arizona desde que nasceu. É colega e melhor amigo de Adam, ficará amigo próximo de Kimberly. Kennedy é o amigo para todas as ocasiões.

Lyane Piovani, tem 28 anos e vive em Arizona. É melhor amiga de Kimberly, a qual sempre a ajudou, inclusive a que a ajudou a se livrar das drogas e da prostituição, sendo hoje uma renomeada empresária. A personagem é mais referida na terceira pessoa, contactando na maioria das vezes pelo telefone com Kimberly. Lyane é o caso em que você precisa conhece-la para saber quem ela é de verdade.

 Outros personagens poucos frequentes, podendo até nem aparecer serão a equipa de Adam, os familiares e outros amigos dos protagonistas.


First Chapter
Oh! She’s My Best Friend!
Publicado em: 25/04/2016



My best friend
The one that I love until the end
You are my best friend
The realest in the world we don't have to pretend
You're my best friend
The one that I love until the end
You are my best friend
You and me against the world and we don't have to pretend                                                                                          - Richie Campbell in Best Friend

         Em tanto tempo de história e no tanto tempo em que já lá morava, Arizona não tinha mudado nada no espaço de dois anos. Dois anos inteiramente dedicados à Polícia de Arizona, sem tirar nem por.

           Adam Stalteri era, diga-se de passagem, a má-disposição em pessoa, vinte e quatro anos com disposição de setenta. Após quatro anos de estudos sobre Criminologia na Arizona State University e uma vaga de sorte na Polícia de Arizona fizeram uma terrível diferença.

         Aqueles quatro anos foram divididos em duas fases: a fase boa e excelente, do primeiro à metade do segundo ano, e a fase terrível e horrível, da metade do segundo ano até ao seu quarto ano. O incrível dos primeiros anos foi destroçado pela impaciência e talvez a coincidência de a universidade, tal como todo o percurso escolar, se assemelhar a Hunger Games.

           Se havia algo bom? Claro que havia uma imensidade de coisas boas, apenas era preciso que Adam se desse conta.

           Todas as manhãs era a mesma coisa. Acordar cedo, qualquer pessoa acharia falta de juízo se ele se pronunciasse sobre isso, sair da cama arrastando os pés, o que provocava um tremendo som de espírito sem alma, porém ele estava pouco se fudendo para isso, ele não vivia com ninguém! As suas contas eram divididas entre ele e ele mesmo.

           Na Polícia de Arizona, trabalhava como polícia forense desde a sua saída da Universidade, como já fora referido. A sua família tinha uma forte ligação com a polícia de Arizona há bastante tempo, para não referir décadas. O que começou com um estágio prolongou-se para um trabalho.

        Adam é excelente naquilo que exerce, pertencendo a uma excelente equipa com pessoas variadíssimas. Mesmo sendo assim, ele possuía amigos, eram como uma família. Se alguém desconhecido se sentasse com eles ao almoço, ficaria sem perceber o que decorria. No ar familiar decorriam alcunhas esquisitas, falavam sobre momentos embaraçosos, coisas de família, propriamente ditas.

            - Finalmente a donzela chegou! – Kennedy atirou os braços ao ar como se agradecesse a Deus pela chegada do amigo. O rapaz segurava uma pasta com algumas folhas que agora esvoaçavam no ar, pode sentir o olhar de Adam a queimá-lo no peito. A pasta era sobre um processo recente onde Adam trabalhara arduamente organizando tudo por tim-tim. – Calma! Eu apanho! – Kennedy dobrou-se sobre o chão castanho-escuro.

            - É o teu remédio – olhou o pequeno copo de café quente e pode ver que não havia mais nada nele. Tinha a sua mão esquerda no seu bolso esquerdo, enquanto o seu braço direito segurava uma outra pasta debaixo e na mão o copo que agora era amassado.

            - Ainda bem que aqui estão! Preciso que alguém interrogue a garota na sala 205! – Lucille O’Hara, a chefe do departamento bateu com uma das quinhentas pastas bege que eles vêem por dia. Lucille apesar dos seus preciosos 48 anos batia fortemente os seus saltos de 14cm.

            - Que bicho lhe mordeu?! – Kennedy olhava para trás sem intender o porquê de bater a pasta fortemente na mesa onde se apoiava.

            - Qual deles?! – Adam riu e Kennedy acompanhou-o ao perceber ao que se referia.

Thursday, 08 A.M. Arizona Police, Arizona

            Adam e Kennedy encontravam-se atrás do grande vidro. Kennedy falava algumas coisas sobre o que cada gesto da mulher que era interrogada por Luke Stone significava. Isso ele tinha que admitir, apesar das ideias idiotas e pouco convencionais, Kennedy tinha uma excelente capacidade para estes casos e para os processos que tinham em mãos.

            Luke não era muito rígido com pessoas que hackeavam e não colocavam ninguém em risco. Ele era mais rígido com pessoas que hackeavam e colocavam outras em perigo ou sites de bancos ou de outras grandes identidades. Embora isso não significasse que não fosse agressivo.

            Adam teve um déjà vu, como se aquela garota lhe fosse familiar. Aquela garota usava algo como uma blusa vermelha com quadrados. O seu cabelo era preto e com uma franja lateral. O seu rosto, a peça mais familiar, parecia perfeitamente limpo para as 08 da manhã que agora se davam, embora houvesse um traço preto à sua volta decorado com pestanas volumosas.

            Adam bateu na sua testa, a pasta com as suas informações estava com Luke. Kennedy olhou-o um pouco assustado pelo seu gesto. Rapidamente se moveu do lado de Somerhalder e bateu no vidro chamando a atenção de Luke. A garota tinha batido com os punhos em cima da mesa e rapidamente estremeceu pelo barulho.

Ela ficou sozinha, Luke olhou-a de lado. Porque ele parecia com raiva? Entrou na salinha onde Adam e Kennedy estavam, era uma sala muito pouco acolhedora, duas luzes que mais pareciam de presença, para não falar que uma estava a funcionar muito mal, paredes de azulejo branco e chão cinzento, Kennedy confessara que conseguia ouvir gritos de agonia pela comodidade transmitida pela sala.

            - O que se passa desta vez?! – Luke falou com uma certa agressividade, a sua raiva permanecia no seu olhar distante, o que aquela garota lhe falou?

            - Eu vou interrogá-la. – Adam foi curto e direto, respondendo no mesmo tom frio de Luke. O homem de cabelos castanhos olhou Adam passar por ele. Kennedy queria rir pra caralho da situação, mas como Luke fervia em pouca água, não, achava que um murro no estômago em plena manhã, não, não seria uma ideia boa de todo.

            Adam fechou a porta com alguma força e abriu, seguidamente, a outra porta da sala do interrogatório.

            A garota continuava de cabeça baixa, Adam sentou-se pela metade na mesa, pegou a pasta e começou por ler na metade o seu processo. Pode ouvir um bufo pesado e descontente.

            - Então? Não sabias que dava cadeia tentar hackear perfis e sites de outras pessoas? – Riu fraco e tossiu, como se livrasse da piada. O seu processo era um pouco normal para uma hacker – Sorte a tua que eu tenho uma ideia em mente que pode ser infalível. – Conseguiu ouvir um “O quê?” pronunciado – Conseguiste colocar o senhor anterior a ferver, se fosse eu, bem, eu conseguiria, mas levaria um soco ou um murro no estômago.

            - Okay! Isto é o quê? Alguma piada? Eu já disse! Havia aquele maldito blogueiro a tentar publicar coisas sobre a minha família. Coisas que poderiam levar à rutura mental do meu pai. Aquele filho da p… - fez uma pausa, o que causou um clima tenso – Aquele filho da mãe.

            Stalteri pode reconhecer, havia algo naquela voz que era familiar, familiar demais. Não respondeu e folheou stressadamente o processo, nunca via o nome da pessoa em caso. Passou os olhos nas primeiras linhas sobre a pessoa. Kimberly Magossi Lively.

            Aquele nome foi uma injeção de pura realidade, estava a interrogar a sua melhor amiga de adolescência, aquela com que se dera sempre bem desde os seus 13 anos. Aquela que o deteve ao pintar o cabelo numa cor louca ou furar um mamilo, já que as suas ideias nunca foram boas.

            - Kimberly? – Adam clareou a sua voz pesada. Girou o seu corpo tal como a garota levantou a cabeça. As suas expectativas confirmavam-se, era ela. A garota por quem tinha segredos.

            - Adam?! – Kimberly surpreendeu-se. Fazia tanto tempo desde a última vez que o vira, talvez há dois ou três anos e meio. Era bom ver o garoto que a fez sonhar.

            Afinal, ele começara a ver o que Arizona tinha por lhe mostrar.


Second Chapter
How We Meet
Publicado em: 09/05/2016


From the way you smile
To the way you look
You capture me
Unlike no other
From the first hello
Yeah, that's all it took
And certainly
We had each other - Nathan Sykes In Over And Over Again

- Quanto tempo! Bom, não nos podemos abraçar por isso é melhor continuar a falar calmamente. – Adam riu. – Sabes como é, trabalhar na polícia tem as suas proibições.

- Deve ter mesmo. Já faz um tempo, dois, três? – Kimberly deu um sorriso tímido e logo baixou a sua cabeça como fazia quando ambos tinha 13 anos. Bons tempos… - Já agora, qual era a ideia de génio? Espera – levantou a sua mão – era apenas bluff para confessar algum podre, correto?

- O quê? – Adam fingiu sentir-se ofendido. – Nunca faria tal coisa!

- Claro que não! – Kimberly sempre fez e faz algo que irritava profundamente Adam. Sempre foi mais uma garota entre as milhares no Mundo que não se sente boa o suficiente. Eram raras as vezes em que ria e não colocava a sua mão à frente. Adam simplesmente detestava quando tapava o seu sorriso, rapidamente a tirou da frente.

O seu sorriso desvaneceu. Ficou um clima tenso durante alguns segundos, um mar de recordações parecia intrometer-se entre eles.

- Okay, quem sabe… - Adam quebrou o clima tenso que provavelmente Kennedy estaria a comentar com Luke, tudo para que este fosse embora a bufar. – Bom, acho que será de mau tom te contar agora. É melhor confirmar e dizer algo depois. – A garota de cabelos pretos ficou imóvel enquanto Adam saiu da sala.

Após Adam sair, pode sorrir ao reencontrar Kimberly, não podia imaginar que Arizona podia trazer uma das melhores coisas que lhe aconteceu e a melhor pessoa que conheceu nos seus 24 anos de vida.

Cruzando o corredor bateu na porta do gabinete de Lucille O‘Hara. Lucille era o tipo de pessoa que conseguia passar encafurnada num cubículo, tudo isto depois do seu divórcio. Se é que lhe pudemos chamar assim. Lucille e o seu ex-marido vivem a verdadeira roda-viva, ora vem ora vai.

- Lucille – entrou após ouvir a voz baixa à qual todos estavam acostumados – será que posso falar consigo sobre a garota da sala do interrogatório?

- Claro, sente-se se quiser. – Lucille parou de escrever e juntou as mãos em cima da mesa, olhando o vazio, podia-se adivinhar que pensava sobre o seu divórcio.

Thursday, 09:45 A.M. Arizona Police, Arizona

            Após alguns minutos de conversa, Adam estava de regresso à sala pavorosa de interrogatório. Lucille parecia um monstro, só que não era de todo. Ele tinha conseguido o que queria, não ver Kimberly atrás das grades por um tempo que até ele mesmo desconhece.

            - Boas! – Adam sentou-se na sua frente segurando o seu processo – Tenho uma proposta para te fazer.

            - Okay, isso soa assustadoramente assustador. – Kimberly riu com a sua própria frase que ao mesmo tempo que fazia nexo era incrivelmente patética – Tudo bem, vai em frente!

            - Bom, tive uma pequena troca de palavras com a Diretora do Departamento De Criminalística que falou com a Diretora Do Departamento de Criminalística Cibernética e há uma vaga como Especialista Técnica – Kimberly arqueou as sobrancelhas em sinal de não perceber o rumo da conversa – Eu convenci-as para que pudesses nos ajudar no Departamento De Criminalística Cibernética.

            - O quê? – Kimberly ficou surpresa – Este caso veio parar ao Departamento errado, não foi? – Kimberly rolou os olhos e esperou que Adam desse a confirmação. Este apenas ficou surpreso por ela o saber.

            - Como sabes?! E sim, ultimamente tem dado uma merda aqui na polícia de Arizona. Casos e processos misturados e trocados, agentes e outros em falta...

            - Obrigada, pela confirmação e – Kimberly travou Adam de fazer a célebre frase de novo – Eu pesquisei antes de começar a investigar e hackear o blogueiro sem vida social. – Brincava com o anel delicado que tinha dado quando completara 16 anos.

*FlashBack*
            - Sempre organizaste a tua festa? A festa mais especial depois dos quinze anos de cada garota? – Adam nunca percebeu o porquê de Kimberly não gostar de aniversários, especialmente os dela, e sobretudo de não festejar os tão desejados quinze anos.

            - Essa piada já passou faz tempo, Stalteri, sabes? – Kimberly bebeu um pouco mais do seu café – Não vou fazer nenhuma festa, apenas iremos cantar “Parabéns a Você”, rir ou chorar um pouco e comer um bolo, sabes, fazer essas coisas chatas de aniversários. – Agitou o seu café em sinal de entendimento à pergunta.

            - Sério, só isso? Além, “iremos”?

          - Caralho, Stalteri! Há três anos que nos conhecemos, conhecemos os pais de ambos e ainda achas que precisas ser convidado?

            - És adorável quando estás irritada. – Adam riu enquanto a garota olhava de soslaio e deu de seguida um sorrisinho minucioso. – Porém, eu vou-te dar uma pequena prenda por agora. A outra estará à espera na tua casa. – Kimberly arregalou os olhos pela curiosidade.

            Adam tirou dos bolsos interiores do casaco uma pequena saca de papel rosa. Assim que colocou a sua mão dentro, sentiu esferovite e um embrulho pequeno. Era dele mesmo, colocar esferovite às toneladas e um presente pequeno.

            Ela olhou em dúvida para Adam, pegou no embrulho e rasgou-o cuidadosamente como sempre o fizera. Era uma pequena caixa, já se denunciava, que continha um anel com uma pequena pedra, os primeiros anos da adoração por anéis com pequenas pedras.

*Flashback*
            - Tens o anel que te dei. Engraçado! – Adam riu por já quase mal se lembrar, porém assim que o vira, a sua mente parecia refrescar-se.

            - Nunca o tirei. Faz-me sentir que não estou sozinha, nunca…

            - E não estás… - Adam respondeu à frase de Kimberly, mas rapidamente mudou de assunto – Bom, ainda não me respondeste. Aceitas o trabalho?

            - Claro! Embora isso implique acordar às 06 horas ou outra qualquer e sem acesso aos meus arquivos e dispositivos. – Riu – Será ótimo trabalhar contigo, Sr. Maldisposto. Sim, eu sei que és um stressadinho. - Adam franziu as sobrancelhas como de nada soubesse e Kimberly voltou a rir. - Parece que é só o começo…

            Oh como ele se lembrava desta frase. A mesma frase que ele quase pensou no dia em que a viu pela primeira vez e que ela lhe sorriu, mesmo tendo a certeza que fora para um dos seus amigos que estavam à sua volta.
*Flashback*
            No verão do ano de 2006 ocorriam leves boatos de que uma garota se tinha mudado recentemente para a cidade. Mas quantas pessoas não se mudam para NY?! Por ano?

            Havia sempre uma festa uma semana depois do último dia de aulas, entre alunos e professores. Era um ambiente familiar ou azedo. Aqui não havia o típico Liceu Americano, os estereótipos só começam quando pensamos neles. Neste Liceu havia os amigos, os mais conhecidos, nunca os populares, os estranhos mas incluídos nos seus grupos, não eram os Nerds eram apenas os com as melhore notas, os bullies, os otários, entre outras pessoas que vemos no quotidiano escolar.

            Uma festa sempre no mesmo lugar com variados temas, comida e música. Por fora igual, por dentro tão diferente.

            Naquele ano fora uma festa delicada com um tema mais ao estilo “Campo”, após alguns anos decidiram que o celeiro receberia algo do seu estilo, o que foi muito bem pelos alunos nesse ano.

            Adam não o popular, o foda, o capitão de equipa, tudo bem que ele jogava quase todos os anos em alguma equipa para algum torneio, mas não como nos filmes que iludem a mente Humana a pensar que tudo é daquela maneira, lembre-se, histórias são criadas pela mente do Homem e o Homem sempre teve a necessidade de se refugiar na sua mente e criar o que gostaria de ver.

            Sempre fora um rapaz com um número considerável de amigos e amigas e nessa mesma festa estava no andar de cima do celeiro, junto às grades de madeira com outros três amigos. Ele só fazia companhia aos amigos que mais pareciam aves derrapinas a escolher a sua presa.

            Houve alguém que despertou a sua atenção, uma garota morena de cabelos pretos e sorridente que parecia rir bastante com algumas amigas. O seu copo de sabe-se lá que substância era aquela, quase ia caindo da sua mão.

            Ele sorria para que consigo mesmo, esperava que ela se virasse para ele. De facto, rezar valeu a pena, a garota virou-se e sorriu de sorriso largo e pode ver que as amigas a arrastaram sem se darem conta. Embora pensasse que fora para os amigos, Brody e Lacen já estavam a falar entre eles. Aí ele pensou “Parece que é só o começo”
*FlashBack*


Third Chapter
We Are Best Friends!
Publicado em: 19/09/2016

Since you went away
dontcha know?
I sit around
with my head hangin' down
And I wonder
Who's loving you                     - Jackson 5 in Who's Loving You

Adam sorriu e congelou na entrada da porta. O seu coração palpitava ao olhar para Kimberly, ainda continuava sentada sem se dar conta do olhar de Stalteri, aquele silêncio de dois segundos era terrível. Desejava ter algo a dizer e tinha.

            - Kimberly – Adam chamou a sua atenção – lembras-te? – Kimberly não entendeu onde Adam pretendia chegar com aquela questão incompleta – Lembras-te como nos tornamos melhores amigos?

            - Nós fomos melhores amigos? – Kimberly troçou de Adam, riu fracamente. – Sim, eu lembro-me. – Adam abriu a porta, Kimberly levantou-se entendendo o seu gesto. Guiou-a pelos corredores, eram verdadeiramente confusos e terroríficos, com uma cor desbotada e frios.

            - Ainda bem, porque matar-te-ia se não te lembrasses. – Adam franziu as sobrancelhas. Kimberly desatou a rir pela sua expressão. Os seus olhares cruzaram-se, um sorriso pelas gargalhadas baixou para um sorriso largo e de lábios juntos.

*Flashback*
            Adam não chegou a tempo de agarrar no braço dela quando chegou lá fora. As suas mãos foram automaticamente à sua cabeça. Perguntou, inclusive, às duas pessoas sentadas num carro de bois à esquerda da grande porta do estábulo.

            O “não” viera em câmara lenta, um aperto no coração. Seria possível dizer-lhe com a total certeza se algum dia a viria? Se conseguiria sequer chegar perto dela?

            A sua única reação foi chutar a terra, as suas mãos foram à sua cabeça. Um nico de raiva subiu e manteve-se ali, desejava tanto poder ter dois dedos de conversa, apenas ouvir a sua voz ou saber como era o seu toque.
*Flashback*

            - Não é muito difícil lembrar como nos conhecemos ou virámos melhores amigos, sabes?! – Kimberly olhou para ele e de seguida para as suas mãos. – Vou-me sempre lembrar como meteste assunto. Ah, só uma coisa, tu parecias completamente desesperado. – Kimberly socou o braço de Adam com notória força ausente.

*Flashback*
            Dia 20 de julho, um dia quente e enfadonho. Era a primeira vez que mudava de escola por causa da mudança de casa. Kimberly nunca foi filha de um casal ou somente de pai ou mãe que viviam em constante mudança.

            Tinha ido à festa de fim de ano num celeiro longe, bastante longe, da cidade e das redondezas. Quanto tempo ficara? Um quarto de hora? Aquele ambiente entre alunos de caras conhecidas não era para ela, a sua presença tresandava a novata. A sua prima, Lyane Piovani, convencera-a a pôr lá os pés, já não era mau de todo.

            Lyane mostrava-lhe parte da cidade que desconhecia, o bairro onde, agora, iria viver, estudar, crescer ainda mais e tentar talvez lavar as feridas da inexistente autoestima, fazer pelo menos quatro amigos e não ter que dizer “não” para todos os interesseiros em copiar.

            - Despacha-te, Kim! – Lyane olhou para as horas, Kimberly fê-las voltar atrás para buscar o seu aparelho electrónico, como gostava de lhe chamar. – Kim! Vamos! – Lyane gritou para dentro de casa, não tardou para Kimberly aparecer.

            - Está bem! Calma, sim? – Kimberly enfiou a chave apressadamente no bolso do casaco. – A minha mãe quase o colocou na máquina de lavar e levei um raspanete, não preciso de outro. – Lyane rolou os olhos – Já agora, tenho um bolso descosido, espera, a minha mãe já o deve ter cosido.

            - Vamos, porra! Ninguém quer saber disso! Nova Iorque, a parte que não conheces, está á tua espera, querida! – Lyane abriu os braços e gargalhou. – Okay, nem tanto assim. – Kimberly riu alto e apalpou o seu bolso e certificou-se de ter a chave antes de começarem a andar.


            Eram já cinco minutos de caminhada e pareciam horas. Kimberly parou, colocou as mãos nos bolsos de trás das calças e Lyane explicou que ali era um “bar” para jovens entre os doze e vinte e um anos, sem qualquer tipo de álcool nas bebidas.

            - Acho que alguém perdeu uma chave. – Uma voz totalmente desconhecida atrás delas. – Olá? – Kimberly olhou para Lyane e apalpou os bolsos e teve um mini ataque-cardíaco.

            - Puta merda. – Kimberly desabafou, rodou os calcanhares e a sua cara chocou com a de um garoto. – Oh, obrigada…

            - Adam! És a garota nova da escola, certo? – Adam enterrou as mãos nos bolsos de trás, olhou o nada e espero que aquela garota lhe respondesse, que não o ignorasse.

            - A prepósito, eu sou a Kimberly, mas todos me tratam por Kim. E sim, sou… - Kimberly riu – Vens connosco? – Olhou para Lyane. Esta retribuiu o sorriso, um sorriso parvo – O que é?

            - Porque não? Vão àquele bar? – Adam deu um passo em frente. Lyane riu para Kimberly, mas de forma diferente, como se quisesse dizer-lhe algo. Kimberly rolou os olhos e avançou os passos, ficando lado a lado com Adam. – Vais ver que vais gostar de viver neste lado e estudar aqui.
*Flashback*

            - Eu não estava desesperado! – Adam abriu a porta e segurou, de modo a que Kimberly pudesse passar primeiro. – Sabes bem disso. Queres tomar alguma coisa, um café talvez?

            - Claro que não estavas! – Kimberly ironizou – Sim, agradeceria depois de toda esta confusão e espera. Mal acredito que pude ia ter ido presa, se o meu pai sonha com isto… - A sua cara transmitia cansaço e preocupação.

            - Vai correr bem, quando lhe contares, ele vai perceber. Eu conheço o Sr. Lively, mas se mesmo assim ele não gostar, chama-me, porque ele adora-me! – Adam riu da sua piada, que na verdade nem era uma piada. – Vá lá!

            - Eu sei, é verdade! Mas ele já se dava bem contigo mesmo antes de saber que eras o meu melhor amigo. – Kimberly e Adam chegaram finalmente ao bar. Era, de facto, um bar bem espaçoso e bem mais aconchegante que o resto do edifício.

        - Dois cafés, por favor. – Adam puxou uma das cadeiras para Kimberly que se encontrava anexada ao balcão. – Como vai o teu pai? – Adam olhou-a séria, sem brincadeiras. Ela sabia ao que se referia.

             - Bem. Quer dizer, desde que ele herdou aquele maldito jornal, encontramos bastantes pessoas cruéis. Não compreendo, não compreendo porque aquele blogueiro coscuvilheiro quer infernizar a nossa vida se ele foi despedido antes da herdança do jornal.

            - Sabes muito bem que ao hackea-lo só ias dar mais pano para mangas, certo? – Os seus punhos suportavam a sua cabeça. Kimberly sentiu-se abraçada e tocada pelo seu olhar, a sua pergunta mexeu com ela. Ela sabia, mas não se lembrou que ia dar. – Não te lembras-te, pois não? – Ele riu-se. – Vê-se mesmo que amas as pessoas ao teu redor.

             - O meu pai tinha razão – Adam abraçou-a de lado, o som dos pires a bater na mesa não os perturbou. – em relação a ti, darias um ótimo genro. – As suas palavras saíram disparadas e impensadas. Pegou na chávena e bebeu, sabia que Adam a olhava com cara de caso.

            Sem grande notoriedade, Lucille e Kennedy tomavam o seu pequeno-almoço no mesmo lugar à mesma hora. O olhar observador de Lucille detetou Kimberly e Adam sentados lado a lado.

            - Eles ainda me vão trazer problemas. – Lucille abanava a cabeça em sinal de impaciência. Agitou o café enquanto rolava os olhos.

            - Eles já estão a dar problemas desde que ela entrou aqui. – Kennedy agitou o café e riu. Era a primeira vez em tanto tempo que volta a ver a paciência e o amor genuíno com alguém.

            Era engraçado ver o quão espontâneo Adam era com Kimberly, o seu mau-humor desaparecia, a sua atenção existia para ela. Não havia amizade apenas, havia mais, sempre houve. Não é possível dizer de outro modo, a sua saudade por ela, a saudade que ela despertou nele nestes últimos anos.


            Enquanto ela o olhava da mesma maneira, a maneira da qual todos gostávamos de ser olhados e admirados. Todas as borboletas no seu estômago continuavam lá. Fora com ela que Adam aprendeu a rir das coisas, a rir sem ter ninguém por perto. 

Continue...

2 comentários:

  1. QUANDO A BICHA NASCE PRA LACRAR, ELA LACRA!
    MANO, JÁ COMEÇOU MARAVILHOSA ESSA FANFIC, MEU AMOR, É ISSO QUE ELA VIROU ♥♥♥
    Cara, você se inspirou nos personagens principais de "E Se Eu Sentasse Na Cadeira Ao Seu Lado?", e nos casal do clipe de If Were A Boy?
    Ficou demais! Já amei, continua pra hojeeee!
    Beijos ♥

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    1. LARA!!!!!! SAUDADE DOS SEUS COMENTÁRIOS ÀS FICS!!! Obrigada!!
      Aahahha exageeeeeeeeero, mas obrigada, espero que essa fic lhe agrade pois tem bastaaaaante coisa pelo meio </3 Será que eles ficam juntos ou é mais um final trágico à la Shakespeare?!
      Okay, eu preciso urgentemente fazer esse post logo, mas vou já adiantar as coisas. Quando a fic "E Se Eu Sentasse Na Cadeira Ao Seu Lado?" não estava com uma história definida eu pensei em variadíssima coisas possíveis, fui anotando e quando achei algo que realmente encaixasse, as outras notas simplesmente ficaram de lado e pensei em transformar em outras fic's. O nome continua o mesmo, o dos protagonistas, porque eu adoro os nomes Adam e Kimberly ♥
      Agora que fala, o casal de If Were a Boy é muito parecido com o casal da fic, obrigada pela observação, pois é uma excelente dica para inspiração de sentimentos!
      Obrigada, linda. Aguarde, pois logo, logo tem mais ♥
      Beijos ♥♥

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